terça-feira, 22 de novembro de 2016

Precisamos nos encontrar

Precisamos nos encontrar

Ontem ouvi um texto sobre profanação e fui pesquisar o significado.
Hoje, ao entrar em um vídeo do you tube, começou uma propaganda de carro, com cara declamando a letra de "Deixe-me ir", de Cartola e Candeia.
Senti isso como uma verdadeira profanação, pois pra mim, a poesia de Candeia e Cartola é sagrada.
Acho que foi o gatilho para eu dizer o que tenho ouvido muito; da necessidade de abandonarmos os apegos materiais...urgentemente.
E também da gravidade de como as pessoas sofrem lavagens cerebrais pela propaganda. Tudo armado para nos embecilizar.

Senhores publicitários, respeitem os poetas e os deixem na sua devida elevação. Aliás, vão fazer propaganda de idéias que promovam o bem coletivo, de verdade.

Um carro não passa de monte de lata sobre rodas, que tem a grande utilidade de nos locomover e nos ajudar a descobrir mais o mundo onde vivemos e se soubermos usá-lo para o bem, melhor ainda. Como dar carona, por exemplo.
De resto, temos o status que alguns modelos conferem, que para muitos, significa muito mais do que o próprio conforto que ele propicia. Tudo "bobice", como bem dizia Sueli, uma ex-empregada minha, que adquiriu grande sabedoria com o sofrimento pela morte de seu filho.
Carro nenhum é poesia*. Quanto mais "poético" ele é, mais se explora o semelhante para tê-lo.
No futuro, esses brilhantes engenheiros farão meios de locomoção sem poluentes. Por hora, depois da casa própria, o carro é o desejo mais incutido na mente das pessoas, para mantê-las escravas.

*Talvez uma kombi pintada com corações, seja... <3

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